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X Coloquio Antero de Quental - Recital de Clarineta e Piano realizado na Fundacao Oscar Araripe, dia 11-09-2013

01 de Janeiro, 2029 Permalink

                    



                    



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Ecos das exposicoes / Concurso de Pintura e Karin Bartlevsky na Fundacao Oscar Araripe / Claudia Simoes / Gazeta de Sao Joao del Rei

20 de Dezembro, 2014 Permalink

Ecos das Exposições
Em efervescente programação cultural, desde sua criação, a galeria da Fundação Oscar Araripe inaugurou, no dia 6 dezembro, mais uma bela exposição: Karin Bartlewski, Paisagens em tecido – Trajetória de Vida e Arte.
Em novembro, o mesmo espaço abrigou os finalistas do Concurso de Pintura, Desenho e Colagens realizado pela NKG Fazendas Brasileiras, em Santo Antônio do Amparo, cidade que tem, na cafeicultura, o seu ponto forte.

Baseado neste tema, o concurso envolveu aproximadamente 1.000 jovens entre sete e 14 anos e selecionou 100 trabalhos para, posteriormente, chegar aos 25 desenhos expostos em Tiradentes, sendo Oscar Araripe um dos integrantes do júri.

Paisagens em tecido
Desde a primeira semana deste mês, os desenhos dos meninos de Santo Antônio do Amparo cedem lugar ao trabalho singular de Karin Bartlevski, artista que “inventou uma nova linguagem artística,” no dizer de Sérgio Rouanet, referindo-se à técnica do patchwork e ao trabalho de Karin, no qual “o tradicional e o novo se interpenetram”. A exposição, que homenageia a artista após um ano de seu falecimento, é oportunidade de ver o patchwork além do princípio da utilidade, transformado, de mero enfeite, em obra de arte. Pela primeira vez, a obra da artista alemã, que emigrou com a família para o Brasil, será exposta por completo, incluindo todo o processo de criação, ferramentário e materiais. Vale a pena conferir.

 

Luizianne Lins e Luciana Santos / Avancar ate Olinda / Diario do Nordeste

16 de Dezembro, 2014 Permalink

Avançar até Olinda
Publicado no Diário do Nordeste / 18 dezembro 2004
 
Oscar Araripe
 
Olinda está em plena folia. Há semanas que já é Carnaval. E que Carnaval!
Fortaleza, digamos, não tem Carnaval, embora vivamos também um clima de festa no ar. Aqui como lá temos uma moça Prefeita, Luizianne Lins. A de lá, Luciana Santos, já reeleita. Temos, portanto, motivos para festejar.
Generalizando, o Ceará é um Pernambuco de pouca África e o Pernambuco um Ceará de pouco índio - mas, com Maurício de Nassau.Daí o Carnaval, que aqui em Olinda é rico de sons antiqüíssimos e ritmos vários, de surpreendentes instrumentos musicais, e grandes tambores tocados com força por enérgicas moças, que ecoam por dentro de nossos corpos, nesta vila vivíssima, de paredes como tambores.Vida e arte, tudo junto.”Felinto Pedro Salgado, Guilherme Fenelonga, de seus blocos famosos / Bloco das Flores, Andaluza, Pirilampo, Apósfum, dos carnavais passados”. E que ainda agora podem ser vistos por estas ruas, e até rivitalizado. E mais o frevo, o coco, o maracatu, o samba, os alumbramentos sensuais, o Carnaval geral.
E Fortaleza? Temos este gostoso carnaval no ar, a cidade está ficando mais limpa, embora falte Cultura para mantê-la limpa. Sócio-cultura. Aqui como lá, elegemos nossas bravas moças, mas não nossos grandes gestores culturais. Fortaleza bem podia ser a primeira cidade do Brasil e do mundo a eleger os seus gestores culturais.
Enquanto isto, lá em Olinda literalmente pisa-se na Arte, tal a profusão de "mosaicos” azuis, amarelos, verdes, de prodigiosos desenhos, artdecôs, liberties, arabescos, belas geometrias que se pisa com os olhos do pé: algo extraordinário e de grande beleza, e inesquecível. Olhar a Arte do chão desta cidade cultural...A Capela Dourada, de Recife, é mais bela que a Capela Sixtina, de Roma, sem dúvidas.
Bem; aqui em Fortaleza já podemos nos maravilhar com as lindas continhas de sementes vermelhas espalhadas pelo chão de nossas ruas e calçadas, já bem mais limpas. E nada existe de mais belo que o carnaval humano, seja na terra, seja no ar...
Pernambuco e Ceará. O Rio de Janeiro. Eis aí uma nossa forte trindade cultural.Urge um centro de referência de estudos Pernambuco-Ceará.Haja visto Bárbara de Alencar, que é nossa heroína, mas nasceu em Exu, Pernambuco.Haja visto Martim, o amor de Iracema," o pai do Ceará”, que veio de Pernambuco e voltou pra Pernambuco. Um Ceará imaginário ao tempo de um Pernambuco real. Uma bela Confederação.
Ou seja, o Carnaval de Fortaleza deve ser de Fortaleza. Mas ganharia muito se avançasse até Olinda, a de hoje, a de sempre, e a "dos tempos ideais, do velho Raul Morais”.
 
Pintor e escritor.

 

Comenda da Liberdade / Fazenda do Pombal / 2014 - coluna Claudia Simões

14 de Dezembro, 2014 Permalink

Comenda da Liberdade
O último domingo, 30, foi de festa, civismo e homenagens na Fazenda do Pombal, local de nascimento do herói Tiradentes e, onde se realiza, desde 2011, a cerimônia de agraciamento da Comenda da Liberdade e Cidadania. Criada por decreto conjunto entre São João del-Rei, Ritápolis e Tiradentes para condecorar cidadãos que tenham contribuído, com seu exemplo e trabalho para o engrandecimento da região do Rio das Mortes, de Minas Gerais e do Brasil, a comenda foi entregue a personalidades indicadas pelo Conselho da Medalha.

Os agraciados com a Comenda da Liberdade, a vice-presidente da OAB, Juliane Menezes Machado; e o desembargador do TJMG, Afrânio Vilela, ladeados por Wainer Ávila (esq.), Oscar Araripe e os jovens Matheus e Henrique Vilela, filhos do desembargador agraciado - Foto: Gazeta

Os agraciados com a Comenda da Liberdade, a vice-presidente da OAB, Juliane Menezes Machado; e o desembargador do TJMG, Afrânio Vilela, ladeados por Wainer Ávila (esq.), Oscar Araripe e os jovens Matheus e Henrique Vilela, filhos do desembargador agraciado – Foto: Gazeta

 

Cerimônia
SJDR foi a cidade anfitriã e a Banda Municipal Santa Cecília abriu a solenidade executando o Hino Nacional. A pira da liberdade foi acesa pelos prefeitos Helvécio Luiz Reis e Ralph Justino, de SJDR e Tiradentes; pelo vice-prefeito de Ritápolis, Fábio Luiz da Silva; e pelo chanceler da Medalha Eugênio Ferraz, sendo o fogo simbólico trazido pelo Grão-Mestre da Ordem dos Cavaleiros da Inconfidência Mineira. Foi a vez da entrega das comendas aos agraciados e, na sequência, os pronunciamentos, que lembraram os ideais de liberdadede Tiradentes e a importância da Inconfidência Mineira.

Herói maior
Em seu belo discurso, o juiz Auro Maia de Andrade enalteceu a memória de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes, levantando questões históricas que atestam seu valor, idealismo e ações em diversas frentes. E foi, com conhecimento de causa, que ousou provocar, lembrando: “Foi preciso 300 anos para se homenagear esse herói maior em seu local de nascimento” e ainda “que o Memorial da Liberdade, projetado por Oscar Niemeyer, clama pela ação de governantes e da iniciativa privada para sair do papel”.

Liberdade
“Se estas ruínas falassem….. perguntariam onde está no calendário local, regional, estadual e federal, divulgação efetiva e adequada da existência deste local e, mais ainda, deste evento que já se encontra em sua quarta edição?” completou Dr. Auro. E finalizou brilhante: “Se estas ruínas falassem, diriam que esperam que cada um de nós, autoridades e agraciados, façam de sua vida pessoal, profissional ou institucional, um multiplicador da liberdade, sem esquecer que liberdade não é somente ausência de grilhões, mas presença efetiva de paz e justiça social; liberdade também é responsabilidade ética e cidadã.” Também falaram o prefeito Helvécio Reis, o chanceler da Comenda Eugênio Ferraz e o representando o governador Alberto Pinto Coelho.

 

Fundacao Oscar Araripe inaugura exposicao de Karin Bartlewski

25 de Novembro, 2014 Permalink




KARIN BARTLEWSKI,  Paisagens em tecido – Trajetória de Vida e Arte

Esta exposição de arte em tecido, com abertura no dia 6 de dezembro de 2014, sábado, às 19 horas,  na galeria da Fundação Oscar Araripe, em Tiradentes, MG, surge em reconhecimento ao trabalho singular de uma artista que viveu, até o dia exato em que completou 80 anos, em constante superação das adversidades da vida, sem nunca perder-se da busca pelo belo e pela harmonia. É a homenagem merecida após um ano do seu falecimento.  Karin Bartlewski nasceu na Alemanha, viveu o retalhamento de destinos da II Guerra, emigrou com a família para o Brasil, onde viveu em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo e no Rio de Janeiro. Esta trajetória a fez encontrar sua expressão plena na arte. 

No início a necessidade e o gosto pela costura de roupas, depois,  fazendo apliques com retalhos,  veio a descoberta do patchwork.  Nesta técnica fez poucos objetos utilitários, que  logo deixou de lado, porque não satisfaziam a sede de criação. Daí suas mãos habilidosas começaram a transformar retalhos, cores e texturas em obras de arte, desde paisagens de tecidos à trabalhos mais abstratos e interpretação de elementos,  cheias de detalhes e de beleza, reinventando a técnica do quilt à sua moda, com resultados inéditos e surpreendentes.

O que Karin fez foi transformar o patchwork, de mero enfeite, em obra de arte, além do principio da utilidade.  Para Kant, a arte provoca um “uninteressiertes  Wohlgefallen,”  “um prazer desinteressado”, ou seja, a arte não serve para nada, senão para produzir este prazer. (...) Ela se insere numa longa tradição pré-capitalista, anterior à transformação da arte em mercadoria, anterior à hegemonia do mercado. É nesse sentido que essa alma doce e delicada se mostra inesperadamente subversiva: é a subversão pela tradição. (Sergio Paulo Rouanet)

Começando por sua letra caligráfica mas determinada, regular mas expressiva, clara,  sem erros ou rabiscos, já no endereço do envelope ficava evidente que era uma carta da Karin. Para mim, essas cartas constituem o prenúncio do que depois se revelou: a alma artística de minha irmã. (Barbara Freitag)

Sua obra nunca foi exposta como aqui, completa e incluindo todo o processo de criação, ferramentário e materiais. Nenhuma de suas criações está a venda, por isto, é uma oportunidade única de vê-las. Karin nunca quis vender uma obra sequer, para não desfalcar o mundo harmonioso que com eles construía. Além disso,  pelo trabalho que dava, seria impagável, dizia ela. Mas presentear pessoas muito especiais, sim, era como convidá-los a fazer parte de sua paisagem.

Nos últimos anos, Karin apaixonou-se pelo Cosmos. Visitava o Planetário do Rio, comprava álbuns e livros de fotos sobre a formação do universo. Encantou-se com a “Curva de Moebius”. E é nesses temas  que ela estava trabalhando  quando  aquele universo que ela amava e reverenciava com um assombro  “pascaliano “  a chamou para ser ela própria uma estrela.  (Barbara Freitag)
Sobre Karin Bartlewski disse Oscar Araripe:
"Por fim, no Universo, o silêncio resulta. Feliz a pessoa da artista Karin Bartlevski que soube mostrar tão silenciosamente o silêncio da imagem, este grito do Universo."

 
 
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