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Gazeta noticia palestra do Juiz Helio Martins Costa na Fundação Oscar Araripe / Claudia Simões / Acontece

28 de Abril , 2012 Permalink

Noite Histórica
Como era de se esperar, as comemorações pelo 21 de abril movimentaram Tiradentes e o feriado, em pleno sábado, favoreceu o fervilhar cultural e social, em toda a cidade. Na Fundação Oscar Araripe, a palestra do juiz Hélio Martins Costa, foi um dos pontos altos das comemorações do dia 21. No acolhedor auditório da Fundação, o titular da 3ª  Vara Cívil de São João del-Rei abordou o polêmico assunto da sentença que proferiu nos autos do pedido de registro tardio de naturalidade do Alferes Tiradentes.

Wainer Ávila, Oscar Araripe e o palestrante Hélio Martins Costa, na sede da Fundação – Foto: Fundação Oscar Araripe / Divulgação

Wainer Ávila, Oscar Araripe e o palestrante Hélio Martins Costa, na sede da Fundação – Foto: Fundação Oscar Araripe / Divulgação

Para a plateia atenta, explicou os motivos pelos quais considerou a certidão de batismo do heroi, por si só, um ato perfeito de registro, encerrando juridicamente a questão que tantos ânimos acirrou entre são-joanenses, tiradentinos e ritapolitanos.

Solo Pátrio
Com a sentença, fica aberta, portanto, a possiblidade da Fazenda do Pombal, onde nasceu Tiradentes, ser considerada “solo pátrio”, o que agradaria a todos os brasileiros. Saudado por Cidinha Araripe e Wainer Ávila, com apartes do juiz Auro Maia de Andrade, Oscar Araripe, Cida Ferreira e José Antônio do Nascimento; o palestrante, muito aplaudido, demonstrou sua satisfação com a participação dos presentes. Como de costume, primoroso coquetel e recital, desta vez de piano e violão, com Kakiko e Walter Guedes, o que prolongou a noite na bela sede da Fundação.

 

Artbook Oscar Araripe ganha matéria no Diário do Nordeste

27 de Março , 2012 Permalink

OSCAR ARARIPE REGISTRA SUA VIDA INTENSA E SUA OBRA EXTENSA
 
Caderno 3, 26/3/2012
 
Obras das mais diversas fases de Oscar Araripe mostram como ele é capaz de inovar no uso de técnicas de pintura. Nos meses que morou no Ceará, retratou paisagens. A série Flores é umas de suas mais famosas
 
A movimentada trajetória pessoal e artística do pintor carioca Oscar Araripe ganha registro em livro

Há 30 anos Oscar Araripe vive exclusivamente da pintura. Mas nem sempre foi assim. "Nunca fui homem de uma nota só", diz o artista, que se formou advogado e trabalhou como jornalista, escritor, ator e crítico teatral antes de abraçar definitivamente as telas. Grande parte dessa trajetória ganha registro a altura, em um livro com projeto gráfico bem cuidado de Clarice Laender. Dividida em duas partes, a publicação de 348 páginas resgata momentos importantes de sua carreira, assim como de sua vida movimentada.

A primeira parte do livro é dedicada à sua intensa biografia. Nascido no Rio de Janeiro, filho de mãe cearense e pai gaúcho, Oscar assumiu-se cidadão do mundo. Morou nos Estados Unidos, na França e na Itália, antes de fixar residência em Tiradentes (MG). Suas andanças começaram em 1966, quando foi cassado e suspenso das aulas na Faculdade Nacional de Direito, em consequência da militância na Ação Popular (AP) e no centro acadêmico da faculdade.

Perseguido, foi duas vezes para os Estados Unidos graças a bolsas na Harvard University. Na segunda passagem pelo país, interessou-se pelo teatro, em especial as obras de Tennessee Williams. Já de volta ao Brasil, adaptou "Um bonde chamado desejo", em Brasília, que acabou proibida pela censura militar. Ele e a atriz Maria Fernanda foram suspensos por 30 dias - o que contribuiu para a famosa Greve do Teatro, em 1968.

Paralelamente a isso, Araripe - que trabalhava como redator da revista Ipase (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado) - foi expulso do serviço público. Ele volta a recorrer à academia, dessa vez na Universidade Pró-Deo, de Roma. "Esses exílios através de bolsas de estudo eram uma forma de sair do país sem chamar atenção", comenta.

Nesse período, escreveu para publicações brasileiras, organizou passeatas contra o AI-5 e encenou "Quando le canzione non parlano d´amore" (em livre tradução, "Quando a canção não fala de amor"), em apoio à resistência no Brasil. Nessa peça, com direção de Sergio Bardotti, ele estava ao lado de Chico Buarque e Sérgio Endrigo. Ao voltar ao Brasil, em 1970, trabalhou nos jornais Correio da Manhã, Última Hora e Jornal do Brasil, redator, repórter, colunista e crítico de teatro.

Após uma passagem pela China, em 1974, escreveu sobre o país socialista. O ensaio "China Hoje: o pragmatismo possível" foi bem recebido pela crítica, mas trouxe problemas com o regime militar. Sem conseguir mais emprego por causa desse livro, dois anos depois exilou-se pela quarta vez - desta vez movido pelo que chama de sociofobia. Queria ficar sozinho, em contato com a natureza e para isso escolheu o pequeno vilarejo mineiro de Mirantão.

Encontro com a pintura

Foi nesse período de 13 anos em Mirantão que Araripe começou a se dedicar mais intensamente à pintura, porém, sem se descuidar da literatura. "Escrever foi minha primeira manifestação artística. Tem a ver com minha história. Lembro que meu avô tinha estantes lindas, fechadas a chave, com livros autografados de José de Alencar, Rachel de Queiroz, Rui Barbosa...", recorda.

Essa relação entre as duas artes fica mais evidente na segunda parte do livro, em que são compiladas duas de suas séries: as marcantes "Flores" e "Os Pilares", esta última inédita. Como um pintor que veio da literatura, cada tela vem acompanhada de textos seus, pequenos comentários filosóficos sobre "a arte e a vida, a vida da arte e a arte da vida", nas palavras do próprio autor.

"Os Pilares" é uma série composta por telas em papel vegetal, o primeiro dos suportes que utilizou em sua pintura, pois possibilitava que o pincel "corresse" com mais facilidade. Além disso, Araripe não gostava da qualidade das telas de pano disponíveis no Brasil. Algo que ainda hoje não se resolveu. "Uma tela de pano atualmente não resiste por cinco anos. Os óleos também são muito ruins. Os bons importados são caríssimos", afirma. Mas é em "Flores" que podemos observar sua técnica mais inovadora: a pintura em tela sintética - ou vela náutica. Nesse suporte, o pincel também desliza e traz outras vantagens. Primeiro, porque combina melhor com a tinta acrílica, também sintética. Depois, porque possibilita exposições ao ar livre, já que resiste às intempéries climáticas.

"É mais difícil, porque não tem como fazer esboço ou correção. Mas, em compensação, não sofre com fungos ou craquelê, que são duas ´pragas´ das telas de pano", explica o artista. A técnica permite o trabalho com o que ele chama de "verdadeira transparência", já que é possível pintar também atrás da tela, explorando melhor os tons de cada cor utilizada.

Fundação

A partir do ano 2000, Araripe fez algumas viagens artísticas à Bahia e depois ao Ceará. Aqui, chegou a morar por alguns meses e pintou suas marinhas. Também se deparou com a origem histórica de seus antepassados, em especial Tristão de Alencar Araripe e Bárbara de Alencar, heróis da Confederação do Equador, que retratou em telas diversas.

Ao voltar a Tiradentes, em 2006, junto com sua esposa e alguns amigos, institui a Fundação Oscar Araripe, que tem por objetivo cuidar da obra do pintor e do desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras, por meio de exposições de vários artistas, saraus, palestras e publicação de livros. "Com 70 anos, conheço muita gente, muitas pessoas talentosas. A fundação é uma forma de aproxima-las e gerar coisas interessantes", disse.

Mais informações:

Artbook Oscar Araripe. Organização: Fundação Oscar Araripe. Editora: Mauad. Preço sugerido: R$ 280,00

 

Claudia Simões noticia lançamento do artbook Oscar Araripe em São Paulo

19 de Março , 2012 Permalink

A arte de viver da Arte / Claudia Simões / Gazeta de São João del Rei


Na última quinta-feira, 15, o pintor Oscar Araripe lançou em uma livraria na Vila Madalena, em São Paulo, o seu festejado Artbook, dando sequência aos lançamentos em Tiradentes, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Mestre na arte de unir pintura e texto, o luxuoso artbook é mais uma valiosa contribuição à cena cultural brasileira deste “artista escritor” carioca que escolheu Tiradentes para viver. No livro, comentários de cunho poético e filosófico sobre vida e arte enriquecem a publicação autobiográfica que prima pelo requinte e originalidade. “Sou da arte, da fantasia, da imaginação”, disse Araripe em recente entrevista ao programa Triangulo das Gerais, da TV Record. O belíssimo Artbook confirma e vai além.

 

Oscar Araripe vai expor na Olympic Fine Arts 2012 no Museu de Londres durante a 30a. Olimpíadas

09 de Março , 2012 Permalink


Convidado e selecionado pelo Comitê Gestor da Olympic Fine Arts 2012, Oscar Araripe vai expor no Museu de Londres sua obra As Flores abraçam o Mundo, medindo 110cmx160cm.
O evento é organizado pela Sociedade Chinesa para a promoção e o desenvolvimento da cultura e da arte objetivando a integração da Arte e o Esporte, com a aprovação do Ministério da Cultura da China e o apoio do Comitê Olímpico Internacional, a Prefeitura de Londres, o Comitê Londrino para os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, a Associação Internacional de Cultura da China, a Associação de Artistas Chineses , o Instituto de Pesquisa da China, o Museu Nacional da China e a Galeria Nacional da China.
Cerca de 500 artistas de 80 países foram selecionados no espírito e na filofofia das Olimpíadas.
Durante a mostra, Oscar Araripe estará lançando internacionalmente e autografando seu artbook recentemente publicado pela Fundação que leva seu nome.
Wang Qin, o curador da Olympic Fine Arts 2012, lembrou que " o ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional, Sr. Juan Antonio Samaranch uma vez disse que as Olimpíadas são uma combinação de esporte e cultura. As Olimpíadas duram mais de 16 dias e abrigam várias atividades culturais, como por exemplo, o Festival Olímpico das Artes e outros. Porisso estamos realizando a Olympic Fine Arts, significando a transformação da China de uma nação esportiva em um poder dos esportes no mundo"





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Oscar Araripe / Olympic Fine Arts 2012 London / Flores abraçam o Mundo

 

Lançamento do artbook Oscar Araripe em São Paulo e Brasília

07 de Março , 2012 Permalink

Com cerca de 100 exposições realizadas, majoritariamente individuais, no Brasil e no exterior, Oscar Araripe, mantém estúdio e galeria há vinte anos em Tiradentes, onde orienta uma Fundação cultural com seu nome, lança,  QUINTA-FEIRA, 15 DE MARÇO, na LIVRARIA DA VILA, Vila Madalena, São Paulo,  livro sobre sua trajetória profissional, dando seqüência aos lançamentos em Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo –, cidades com as quais mantém forte vinculação inspiradora e onde residem milhares de admiradores e colecionadores.
O slogan na contra-capa do livro – “uma valiosa seleção de imagens e textos de um renomado e excêntrico artista atemporal” – antecipa a essência luxuosa do projeto editorial, concebido pelo próprio artista com a esposa, Cidinha Araripe, amigos e colegas. Com projeto gráfico de Clarice Laender e versão bilíngüe (português-inglês) de Robert Ballantyne, o livro reúne biografia ilustrada e duas importantes fases de sua pintura, “Flores” e “Os Pilares” (pertencentes a coleções públicas e particulares), além de textos autorais provocativos e depoimentos críticos de renomados intelectuais brasileiros, como a apresentação crítica de Alexei Bueno.
O artista
A despeito de ter se formado advogado e atuado como escritor e jornalista cultural por uma década, no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil, Araripe tornou-se pintor profissional nos anos 1980, quando deixou o Rio de Janeiro para viver em exílio semi-voluntário em Minas Gerais, no vilarejo mineiro de Mirantão.  Antes, entre os anos 1960 e 70, envolvido na resistência democrática decorrente do golpe militar de 1964, viajou algumas vezes para fora do país (aos Estados Unidos, Europa e China), dando início à curta carreira no teatro (como crítico e autor) e na literatura, com a trilogia Maria, Marta e Eu, e com a publicação do ensaio “China Hoje - O Pragmatismo Possível”,  em 1974, alcançando grande sucesso de vendas e de crítica. 
Desta experiência, restou a reflexão filosófica e a prática da escrita que hoje, reunidos à pintura, resultam em conteúdo significativo sobre sua pintura, sua vida e trajetória artística. Além de colaborar na elaboração da própria biografia, Araripe escreveu comentários poéticos e filosóficos sobre a arte e a vida às séries de telas selecionadas para o livro. Na abertura de “As Flores”, ele comenta:  “Escritura e pintura sempre existiram no meu cotidiano. Às vezes separadas. Às vezes, juntas. Nesta seleção de imagens florais e subjetivas, que compõe este livro, gostaria que elas continuassem juntas e, também separadas.” (veja outros comentários no arquivo anexo). Em “Os Pilares” justifica o fazer literário reunido ao artístico: “... creio poder com a obra (que chega a 1200 imagens) prestar um serviço à preservação da memória pessoal e da criação artística, ... já que a preservação do passado, ainda que tão-só imaginado, é a maior garantia de permanência da arte atual e futura”. 
Dessa forma, o livro resulta em obra valiosa sobre a arte e o pensamento do artista, evidenciando traços de sua trajetória artística e de sua história pessoal, que podem ser sentidos e apreendidos por meio das telas reproduzidas – leves, novas, delicadas, coloridas e espontâneas –, pelos comentários de cunho filosófico e, claro, pela reunião dos dois – pintura e texto, à escolha do leitor/apreciador.
 
Uma Biografia
 
Na primeira parte do livro – Uma Cronologia Inacabada –, Araripe conta fatos marcantes de sua vida e trajetória artística, de seu nascimento na casa dos avós maternos na Tijuca, Rio de Janeiro, ao dias de hoje, apresentando sua biografia por décadas.
Assim, em 1940, situa seu nascimento a partir da ascendência ilustre de seus avós, relembrando as brincadeiras de garoto do subúrbio carioca de Encantado, que inconscientemente acabaram por motivá-lo a se tornar pintor.
Entre 1950 e 60, narra episódios conturbados de sua juventude como aluno da Faculdade Nacional de Direito (iniciada em 1964, ano em que ocorre o golpe militar no país) e militante político envolvido com a resistência democrática, cujas perseguições políticas o levaram a viajar aos Estados Unidos e também à Europa, época em que se inicia profissionalmente no teatro lá e aqui, no Brasil. Em 1968, é punido pela Censura Federal quando representava no Teatro Nacional de Brasília, punição que se constitui na gota d’água da famosa Greve do Teatro, única no mundo e na história do Teatro.
Nos anos 1970, atua como jornalista cultural e escritor ao publicar o ensaio “China Hoje – O Pragmatismo Possível” e seu primeiro romance, Maria na Terra de Meus Olhos”, até se isolar voluntariamente no remoto vilarejo mineiro de Mirantão e começar a pintar. Então, dedica a década de 1980 à pintura e a inúmeras exposições, que se estendem dentro e fora do país à década seguinte, tamanho sucesso alcançado – tanto de público, quanto de crítica.
Nos anos 1990, Araripe muda-se, então, para Ouro Preto e, três anos depois, para Tiradentes, onde reside, mantém estúdio e galeria de arte até os dias de hoje.
A partir de 2000, empreende viagens artísticas à Bahia e depois ao Ceará, onde pinta marinhas e se depara com a origem histórica de seus antepassados, notadamente, Tristão de Alencar Araripe e Bárbara de Alencar, heróis da Confederação do Equador, que retrata em telas diversas.
Ao voltar a Tiradentes, retoma a pintura da paisagem mineira, e principalmente da temática das flores, sempre de maneira alegre e inovadora, e, junto com sua esposa e amigos, institui a Fundação Oscar Araripe, que tem por objetivo cuidar da obra do artista e do desenvolvimento da arte e da cultura brasileiras.
Mais informações : 32- 33551148              32- 33551148       

 
 
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